SindBancários Teresópolis distribui carta aberta em Dia Nacional de Luta
O SindBancários Teresópolis realizou nesta terça, 31/08, a distribuição de carta aberta aos bancários da base, no Dia Nacional de Luta, com foco no combate ao assédio moral, às metas abusivas e à falta de segurança bancária.
A realização da mobilização foi decidida após a primeira negociação entre o Comando e a Fenaban, no dia 24, que abriu a Campanha Nacional 2010 e definiu o calendário de discussões.
Leia na íntegra a Carta Aberta
O combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas são duas prioridades da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Além de cobrar a Fenaban nas negociações, a Contraf-CUT lançou a campanha “Menos Metas, Mais Saúde” em âmbito nacional, buscando envolver os bancários e pressionar os bancos a respeitar a saúde dos trabalhadores.
Dados do INSS mostram que, hoje, os problemas de saúde mental detêm o mesmo nível de incidência na categoria bancária que os distúrbios osteomusculares (LER/DORT), grandes vilões da década de 90. E isso não ocorre por conta da adoção de um sistema de prevenção e ratamento efetivo das LER, o que ainda está longe de acontecer, mas sim pela pressão cada vez maior a que todos vêm sendo submetidos nos locais de trabalho.
Numa inversão do riscodo negócio, transfere-se para cada um dos empregados a responsabilidade pela geração de lucros, criando um ambiente de competição. Daí nascem metas abusivas de venda de produtos, de serviços... A máquina de gerar resultados cada vez maiores a cada dia, a cada balanço acaba devorando quem trabalha. Com a ameaça de demissão rondando a cada objetivo não atingido.
O problema precisa ser atacado em sua raiz. Não se trata de uma prática isolada de determinado gestor, mas sim de uma questão relacionada à organização do trabalho, à forma como as metas de produção são estipuladas e cobradas. É essa lógica de funcionamento do trabalho bancário atual que precisa ser alterada para que os trabalhadores parem de adoecer.
Além do combate ao assédio moral e do fim das metas abusivas, os bancários reivindicam, manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde e assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa, dentre outros pontos. Os bancos não podem continuar ganhando lucros astronômicos às custas de danos à saúde de bancárias e bancários. É necessário criar um modelo de gestão que coloque as pessoas em primeiro lugar, num mbiente de trabalho mais humano e saudável. Um outro banco é preciso!








